sexta-feira, 15 de julho de 2011

Adeus.

Se me perguntasse nesse momento, qual é a coisa que eu mais detesto, responderia: adeus. Talvez daqui a 10 minutos seja outra coisa, mas agora, o que eu menos suporto, é dizer ou ouvir adeus. Por quê? A resposta já é óbvia, o nome até já diz tudo “a Deus”. Mas não falo que o motivo de odiar isto no momento é pela perda de alguém, ou por ouvir alguém dizer, e sim, por ter que falar para alguém. Para alguém que eu convivo todos os dias a quase dez anos, que eu olho para mesma cara, ou então, as mesmas caras, todos os dias, 366 dias por ano, que eu peço ajuda, dou ajuda, me faz rir, faço rir, me faz bem, e nunca me fez mal nenhum.

E então, do nada, devo tomar a decisão de dizer ou não adeus. De ter uma atitude que mudará por total a minha vida e de todos a minha volta. Juro, eu não queria ter que fazer isso, mas não é uma escolha minha, bom, na verdade, é, mas o que você faria se tivesse que escolher ou o seu bem, ou o bem de sua família? Então, por mais que doa horrores ter que fazer isso, que me mate por dentro sempre que o assunto é tocado, que me despedaça todos os dias, eu tenho que fazer isso.

Eu não consigo imaginar, ter que mudar tudo: casa, escola, cidade, amigos, costumes, professores, recreios, conversas, TUDO. E é nesses momentos que uma lágrima corre em meu rosto, lembrar de tudo que já passei, e ter que largar isso agora, não é fácil. Mas na verdade, meu futuro é um tanto incerto, talvez algo de última hora faça com que eu fique, seria o paraíso!.. ou não.

Eu sempre quis morar na cidade que nasci, mas nunca pensei que isso fosse acontecer. Acho que na verdade, nunca quis realmente que isso acontecesse. Era mais aquela coisa de “ai, eu acho essa cidade tão sem graça, tão pequena, queria morar na que nasci!”, mas quando tu tem essa oportunidade, entre crescer e ter uma nova vida, e ficar aonde tu criou tuas raízes, você se confunde. Entra em colapso, não sabe mais o que é certo ou errado, bem ou mal, você nunca se imaginou longe desses “alguéns” com quem se construiu uma vida.

E então, de repente, um sorriso se abre em minha face. Pois estou lembrando tudo de bom que vivi com essas pessoas, até as brigas, são lembranças engraçadas, as coisas que você disse, as burradas que você fez, tudo, viraria uma grande história. Aliás, já estamos em uma história, cada dia é uma página. E como nos livros, tudo já está escrito, mas você ainda tem que viver. Você pode ler e reler, mas nunca será a mesma coisa.

Bom, agora é a hora, o momento em que terei que gritar a coisa que mais odeio. Acredito que é a pior coisa que alguém pode passar. Mas como uma amiga me disse, com a tecnologia de hoje, amizades não acabam. Então, acredito fielmente, que minha amizade com essas pessoas é infinita. Grande parte pode me odiar, e com certeza tem horas que eu quero matar eles, mas eu mataria por eles, a qualquer hora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário